A única coisa real nesse mundo, é o que eu carrego dentro de mim.
julianasena1069
10 de nov. de 2020
2 min de leitura
Atualizado: 20 de jan. de 2022
Não é de hoje eu que alimento o discurso do auto amor e também não é deste instante que eu sinto a necessidade de me lembrar o caminho que eu percorri até aqui.
Já estive muito mais longe, mas sabe que essa estrada é cheia de tropeços? As vezes me sinto tão errada, tão estranha no meio disso tudo. Mas tem dias que acordo cheia de vida e esperança.
Até porquê eu sou daquelas pessoinhas que a acredita em outras vidas, inclusive já acessei algumas vidas passadas, e não é de hoje que eu carrego essa angústia, essa tristeza, essa revolta, essa inquietude sobre a minha existência.
Tudo que eu carrego no peito não é só fruto dessa encarnação, 24 anos seria pouco tempo para tudo que a minha alma é, por isso algumas coisas são sentidas com mais intensidade que outras. Disto me vem à certeza que a única coisa real nesse mundo é o que eu carrego dentro de mim, e é com isso que eu preciso sempre me preocupar, pois é a cura ou o adoecimento que eu irei levar para outras vidas. Não é diploma, não é casa, nem carro, muito menos roupa, são os aprendizados.
Sabe, nisso tudo eu visitei o plano espiritual diversas vezes, até experimentei a sensação de nascer (é agoniante), e lá a gente é sempre acolhido, não importa a vida que levamos. No plano somos cuidados, lemos, cuidamos, para depois voltar para terra e tentar consertar nossas imperfeições e hábitos ruins do nosso ser, para assim quem sabe nunca mais voltar.
Esse texto não tem conclusão, nem objetivo, ele só precisava sair daqui de dentro por alguma razão. Só sei que enfrento dias tristes, mas também sei que essa tristeza não é só dessa vida.
Eu escolhi essa fotografia porque ela representa muito a atenção e o abraço que eu tenho sido pra mim. Pois tenho me olhado, me percebido mais, entende? Mesmo assim acabo me deixando ser envenenada pelo olhar do outro e isso machuca muito.
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