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Mesmo no fim, o amor nunca acaba quando se trata de amizade.

  • 25 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de fev.

Minha vida foi feita de grandes amizades. Mesmo que hoje isso já não faça tanto sentido, e mesmo que muitas tenham seguido outros caminhos, confesso: depois que o luto passa, o amor permanece. Fulana talvez não seja mais minha amiga, mas meu coração ainda torce por ela, mesmo que o dela já não pulse por mim.


Uma das coisas de que mais me orgulhei foi ser uma boa amiga. Na verdade, era quase a única certeza que eu tinha sobre quem eu era. Elas podem discordar, mas eu ainda acredito nisso, porque dei o meu melhor. Ao longo dos anos que dividi com cada uma delas, ofereci muito colo. Às vezes fui torta, dramática, raivosa, chata? Fui. Mas colo… isso eu nunca deixei de dar.


Eu sou dessas pessoas quebradas por dentro, com a cabeça cheia de remendos, mas com um coração enorme, onde sempre couberam a empatia e a compaixão. A vida nunca me deu o privilégio de me achar demais. E, quase chegando aos 30, passei a enxergar a solidão com nitidez: talvez o presente e o futuro estejam me mostrando que, no trem da vida, às vezes viajamos sozinhas em um vagão vazio. Perder o medo da solidão foi uma das minhas maiores libertações. Essa nova visão me fez cuidar mais de mim, me proteger do que me feriu e, sim, ter coragem para romper.


Eu era aquela amiga que, mesmo sem passar no vestibular, vibrava pela vitória da outra. Aquela que, mesmo no próprio fracasso, celebrava o sucesso alheio. E, mesmo assim, não foi suficiente. Fui abandonada algumas vezes e, sempre que voltavam arrependidas, eu recebia de braços abertos, com o coração limpo, sem cobranças. Mas, quando foi a minha vez de errar, como tantas vezes errei, não encontrei o mesmo acolhimento.


Perdi o medo de perder pessoas e descobri que sobrevivo sem elas. Hoje, meu coração ainda irradia amor por cada uma, mesmo que nossos caminhos jamais voltem a se cruzar. Porque isso fala sobre mim, e eu não deixarei de ser quem sou.

E agora, quando vejo aquelas séries em que um grupo de amigas de trinta e poucos anos divide a vida como se fosse eterno, só consigo pensar que amizade, talvez, tenha virado coisa de cinema.

 
 
 

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